Roteiro: minha primeira vez em Barcelona, visitando a Sagrada Família

Reservamos nosso segundo dia em Barcelona para conhecer – e respirar – a arte e a arquitetura de Gaudí, que estão espalhadas por toda a cidade. Se não foi Gaudí quem fez, algum outro artista fez inspirado nele. E são características bem marcantes, como o uso constante das curvas e de mosaicos.

Sua maior “obra de arte” sem dúvidas foi o Templo Expiatório da Sagrada Família, ou simplesmente Sagrada Família. Algo tão grandioso que chega ser uma tarefa difícil visita-lo e não se emocionar, sério.

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Você se emociona por várias razões: pela história da construção inacabada, pela vontade e empenho de Gaudí, que reservou seus últimos 40 anos de vida na construção da Sagrada família, pela representação de tantas passagens bíblicas, enfim.. é algo realmente grandioso.

Mas vamos por partes, a primeira delas é como chegar até lá:

O endereço oficial é Calle de Mallorca, 401.

  • De metrô: Saindo do metrô (desça na estação Sagrada Família e siga as placas..rs é bem fácil) você já vai ver aquele templo enorme que ocupa um quarteirão inteiro. O seu coração vai dar umas batidas mais rápidas, talvez por ter subido as escadas do metrô ou de emoção mesmo, no meu caso foi a segunda opção.
  • De ônibus: Os ônibus que passam por lá são o 19, 33, 34, 43, 44, 50, 51 e o 54.

Horário de Funcionamento: 9h-20h, sendo que de outubro até março fecha mais cedo, às 18h.

A primeira coisa que você deve fazer (depois de ter admirado aquela construção enorme) é procurar o fim da fila. Geralmente ela dobra algumas esquinas. Chegamos lá por volta das 11h (em uma quinta-feira) e ficamos exatos 30 minutos na fila. Há relatos de pessoas que ficaram até 3 horas na fila para conseguir entrar, principalmente nos final de semana.

Chegando no fim da fila você deve comprar e escolher o tipo de ticket que deseja:

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Uma outra opção é agendar a visita (evitando filas) comprando on-line clicando aqui.

Escolhemos a opção de visitar a basílica + audioguia, que tem a narração em português, de Portugal. Não subimos nas torres, uma pena, porque deve ser lindo ver Barcelona lá de cima.

A entrada principal fica na Fachada da Paixão (a primeira foto do post), que mostra o sofrimento de Jesus até ser crucificado.

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Depois dessa obra prima de Josep Maria Subirachs (o artista responsável por esta fachada), entramos enfim na basílica.

A primeira impressão? WOW! A nave, que ainda está em construção, está representada uma “floresta” de pilares canelados que sustentará cinco galerias sobre as naves laterais, naturalmente iluminadas.

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Olha só esse teto 😮

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Os vitrais

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E o altar

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Depois de admirar tudo e completando o fluxo da visitação, vamos para o outro lado de fora, na Fachada da Natividade. Esta é a mais completa parte da igreja construída por Gaudí – que está em constante construção e a previsão de finalização é em 2026. Tem portas que representam a fé, a esperança e a caridade. Cenas da natividade e da infância de Cristo contam com inúmeros simbolismos, como o das pompas brancas representando a congregação.

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O bacana do audioguia é que ele explica bastante coisa sobre todos esses simbolismos desta fachada. Tem ainda a Fachada da Glória, que será a entrada principal na basílica, quando esta estiver pronta.

Um dos pontos altos da visita é a Cripta. É lá onde Gaudí está enterrado.

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Foto: Divulgação

Muita coisa ainda vai mudar por ali, como a construção da torre central, circundada por quatro grandes torres, representando os evangelistas. No projeto finalizado, a Sagrada Família deverá ser assim:

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Com certeza voltarei muitas outras vezes a Barcelona e espero poder – um dia – fazer algo que Gaudí jamais conseguiu fazer durante sua vida: ver essa obra prima grandiosa finalizada.

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